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ESTUDIO

 

 

 

Apesar de não ser comum, algumas igrejas ou mesmo um cantor ou músico investe em um microfone de estúdio. Não que os outros tipos de microfone não possam ser utilizados em estúdio, mas este é um tipo especificadamente construído para gravações.

Quando falamos em gravações, estamos querendo dizer:
- qualidade sonora extremamente agradável. - chave de atenuação e filtros de graves selecionáveis no próprio microfone
- condensadores que precisa de Phantom Power (mesas de estúdio sempre têm Phantom)
- preço alto
- sensível a variações de umidade
- microfones delicados (pouco robusto).

As características técnicas (padrão de captação, sensibilidade, resposta de frequência) podem variar de um modelo para outro, mas isso não importa muito para esse artigo.

A pouca robustez desse tipo de microfone (uma queda pode causar sérios danos) não é um defeito, mas sim uma característica do ambiente em que o mesmo será usado. Um estúdio é um ambiente controlado: ar-condicionado (temperatura e umidade estáveis), lugar para guardar tudo, pedestais firmes presos no chão e no teto. E só o pessoal do estúdio que mexe nos equipamentos. Quem está lá para gravar só pede, os funcionários que fazem.

Um exemplo é o Behringer B-1(mas assim como ele existem centenas de modelos específicos para estúdio, de dezenas de fabricantes). Ele vem em uma maleta própria, toda rígida e forrada de espuma, e ainda com a proteção anti-choque. O microfone é preso firmemente no anti-choque e este é preso no pedestal. O anti-choque (mais conhecido como aranha) tem várias funções, a saber: isola o microfone das vibrações do pedestal, do chão, etc. e proteje o microfone das mãos do usuário. Você movimenta o pedestal, não o microfone, para acertar o posicionamento.

Essa “delicadeza” faz com que o microfone seja muito frágil, e deve ser utilizado com muito cuidado. Não é um microfone indicado para sonorização ao vivo, porque nesses lugares não temos como controlar todo o necessário. Sempre pode acontecer um acidente: alguém que passa e derruba o pedestal com microfone junto.

Por serem condensadores de alta sensibilidade, também podem ser utilizados para corais ou naipes de instrumentos. Entretanto, por terem os diafragmas largos, microfonam muito fácil nas frequências graves. Dos tipos que já estudamos (mics de coral propriamente dito e mics do tipo "over"), seria os menos indicados.

Não dá para usar para pregadores em um púlpito. Esse tipo de microfone é muito grande (com a aranha, fica maior ainda), atrapalhando a visão do pregador. Mas em um estúdio, em uma rádio, não tem coisa melhor.

Por último, cuidado com vendedores. Se você chegar em uma loja e pedir o melhor microfone da loja, provavelmente vão te apresentar um desses. E você testará, e soará muito melhor que os outros, inclusive melhor que Shure SM-58. E, se dinheiro não for problema, você o comprará. Só que o vendedor não vai lhe dizer que é um microfone frágil. Aí você leva para a igreja ou para o evento e descobre esses problemas da pior forma: perdendo o microfone.

Não recomendo para uma igreja comprar. Muita gente vai mexer e poucos vão cuidar. Só compre se for para seu uso pessoal, e só se você for tomar conta muito bem dele.